"Tropa
De Elite" nas locadoras
Grande campeão de Bilheteria em 2007, o filme Tropa De Elite mostra
toda a violência e a ação da polícia nos
morros cariocas.
Aline Namen Lopes
(7º período Unibh)
ninanamen@hotmail.com
Já chegou às locadoras o filme campeão
de bilheteria em 2007: Tropa De Elite.
O filme
foi, antes mesmo de seu lançamento, um
marco no cinema brasileiro. A polêmica,
que envolve o filme em si, começou
na ilha de edição, quando uma cópia
não-finalizada foi parar em bancas de
camelôs em todo Brasil. A pirataria, um
problema preocupante à indústria
cinematográfica mundial, atacou, desta
vez, uma produção brasileira. Mas a
polêmica em torno de Tropa de Elite não
fica somente nessas histórias que
surgiram em torno de sua produção. O
longa do diretor José Padilha é uma
verdadeira seqüência de "tapas na cara"
do espectador, ao mostrar com
honestidade os bastidores
envolvendo a corrupção e a violência de
duas instituições criadas para proteger
os cidadãos – a Polícia Militar e o
Batalhão de Operações Especiais (Bope).
O filme apresenta na tela todas as
relações de poder que transformam a
capital carioca numa das cidades mais
violentas do mundo.
O roteiro de Padilha
foge do lugar-comum ao abordar a
realidade nas favelas sob uma visão
diferente,
desta vez, a história é contada sob o
ponto de vista de um policial.
De um
lado, temos Neto (Caio Junqueira) e
André (André Ramiro), dois amigos de
infância que acabaram de entrar na
Polícia Militar carioca; de outro, o
Capitão Nascimento (Wagner Moura),
membro do Bope que passa por problemas
pessoais e pretende sair da corporação,
mas, para isso, precisa encontrar um
substituto à altura.
Na medida
em que os caminhos desses personagens se
cruzam, a história nos apresenta toda a
relação de poderes dentro da Polícia,
marcada principalmente pela corrupção,
e, conseqüentemente, a relação entre
policiais e traficantes, ao mesmo tempo
em que o consumo de drogas também é
abordado dentro das mais altas rodas
sociais. Tudo está interligado.o
público durante todo o filme fica cada
vez mais envolvido em seus dramas e na
violência tão presente no nosso
dia-a-dia. As atuações do elenco de
Tropa de Elite não deixam a desejar, com
destaque ao trio de protagonistas,
Moura, Junqueira e Ramiro
O título do filme, também diz muito sobre a
idéia e o gênero que será apresentado. A
palavra tropa, tem uma conotação forte,
passa a idéia de força, de um grupo que
é unido, um grupo forte. E a palavra
elite, coloca esta tropa em um patamar
mais elevado, não é qualquer tropa, é a
elite da tropa da polícia. O longa
consegue mostrar ao público, com um
realismo tocante o trabalho deste grupo
da polícia, o treinamento e os perigos
diário enfrentados por eles nos becos e
favelas do Rio.
Ao abordar
as causas e conseqüências da violência
na cidade "maravilhosa", Tropa de Elite
dialoga não somente com os moradores do
Rio de Janeiro, mas com todo o país.
Premiações:
Ganhou 9
prêmios no Grande Prêmio do Cinema
Brasileiro, nas categorias de Melhor
Filme - Voto Popular, Melhor Diretor,
Melhor Ator (Wagner Moura), Melhor Ator
Coadjuvante (Milhem Cortaz), Melhor
Fotografia, Melhor Maquiagem, Melhor
Edição - Ficção, Melhor Som e Melhores
Efeitos Especiais. Foi ainda indicado
nas categorias de Melhor Filme, Melhor
Roteiro Original, Melhor Figurino,
Melhor Trilha Sonora e Melhor Direção de
Arte, além do Urso de Ouro, no Festival
de Berlim.
Curiosidades:
Tropa
de Elite era originalmente um
projeto de documentário, derivado de
Ônibus 174
(2002), tendo o BOPE como tema
principal.
Para
preparar o filme José Padilha trabalhou
dois anos em investigações com a
colaboração do BOPE, psiquiatras da PM e
ex-traficantes
Em
novembro de 2006 traficantes do morro
Chapéu Mangueira, onde as filmagens eram
feitas, seqüestraram parte da equipe que
trabalhava no filme e roubaram as armas
cenográficas. 59 delas eram réplicas e
31 verdadeiras, adaptadas para tiros de
festim. As filmagens foram paralizadas
por cerca de duas semanas
Em
novembro de 2006 traficantes do morro
Chapéu Mangueira, onde as filmagens eram
feitas, seqüestraram parte da equipe que
trabalhava no filme e roubaram as armas
cenográficas. 59 delas eram réplicas e
31 verdadeiras, adaptadas para tiros de
festim. As filmagens foram paralizadas
por cerca de duas semanas
Após ter a
equipe seqüestrada e as armas
cenográficas roubadas durante as
filmagens de Tropa de Elite, o
diretor José Padilha teve uma cópia
pirata do filme circulando antes de sua
estréia nos cinemas. A cópia, que não
era a edição definitiva do filme, foi
vendida em camelôs 2 meses antes do
lançamento.
Escolhido como o filme de abertura do
Festival do Rio 2007.
Saiba mais:
-
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