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Bobby (2006)

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Sinopse

4 de junho de 1968. O candidato à presidência Robert F. Kennedy (Dave Fraunces) está prestes a discursar no Ambassador Hotel, em Los Angeles. No local está John Casey (Anthony Hopkins), porteiro aposentado que joga xadrez com seu amigo Nelson (Harry Belafonte), também funcionário aposentado do hotel. Paul Ebbers (William H. Macy) é o atual gerente, com sua esposa Miriam (Sharon Stone) trabalhando como cabeleireira no hotel. Angela (Heather Graham) é a telefonista do hotel, que acredita que o caso que mantém com Paul lhe garantirá em breve uma promoção. No hotel ainda trabalham os cozinheiros Timmons (Christian Slater) e Edward Robinson (Laurence Fishburne), os trabalhadores latinos José (Freddy Rodriguez) e Miguel (Jacob Vargas) e a garçonete Susan (Mary Elizabeth Winstead), que sonha em se tornar uma grande estrela. Entre os hóspedes estão a cantora alcóolatra Virginia Fallon (Demi Moore), contratada para apresentar o senador Kennedy na festa das eleições preliminares na Califórnia, e seu marido frustrado Tim (Emilio Estevez); Diane (Lindsay Lohan), que se casará com William (Elijah Wood) para evitar que ele vá para o Vietnã; e Jack (Martin Sheen), um socialite deprimido que está numa 2ª lua-de-mel forçada com sua esposa Samantha (Helen Hunt). No local estão também Integrantes da campanha de Kennedy, como os jovens assistentes Wade (Joshua Jackson) e Dwayne (Nick Cannon), a jornalista tcheca Lenka (Svetlana Metkina) e os voluntários novatos Jimmy (Brian Geraghty) e Cooper (Shia LaBeouf). No decorrer do dia todos levam suas vidas normalmente, enfrentando os problemas do cotidiano, esperando que à noite todos se encontrem para ouvir o discurso a ser proferido por Kennedy.
 

Ficha técnica:

Título Original: Bobby
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2006
Site Oficial: www.bobby-the-movie.com
Estúdio: The Weinstein Company / Holly Wiersma Productions / Bold Films / Bobby
Distribuição: The Weinstein Company / Imagem Filmes
Direção: Emilio Estevez
Roteiro: Emilio Estevez
Produção: Edward Bass, Michael Litvak e Holly Wiersma
Música: Mark Isham
Fotografia: Michael Barrett
Desenho de Produção: Patti Podesta
Direção de Arte: Colin De Rouin
Figurino: Julie Weiss
Edição: Richard Chew
Efeitos Especiais: Stargate Digital / F/X Concepts


 

 
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Bobby mescla ficção e documentário
Filme retrata a vida do ex-senador Robert Kennedy e os problemas vividos por americanos de 1968

Angelina Zanandrez (7º período Unibh)
angelinazanandrez@yahoo.com.br


Pode-se dizer que Bobby é um manifesto a favor de uma América mais calma com seus cidadãos e com o restante do mundo num momento em que o país se encontrava mais dividido. O longa tem posição positiva em relação ao partido democrata, já que ressalta a perseverança de inúmeros americanos, democratas, em busca de um país melhor e de maiores igualdades. Com um projeto de baixo orçamento e elenco milionário trabalhando por um ideal político, já que os cachês eram apenas simbólicos, o diretor Emilio Estevez conseguiu unir atores como, Anthony Hopkins, Sharon Stone, Demi Moore, Helen Hunt, Martin Sheen, Christian Slater, Laurence Fishburne, Ashton Kutcher, Lindsay Lohan, Elijah Wood e outros. Emilio levou sete anos para conseguir filmar todas as cenas e chegou a vender objetos pessoais para completar o orçamento.

O filme se passa em 1968, ano onde os EUA era governado pelo presidente Lyndon Johnson, nada popular, que sustentava a guerra do Vietnã que ia contra a opinião pública da época e contra milhares de manifestantes em todo o mundo. Foi neste período turbulento que aparece em ano de eleição o humanista Robert Kennedy, o Bobby do título, então candidato a presidência pelo Partido Democrata. O interessante é que o filme não se centra no candidato a presidência, mas sim em 22 pessoas que estão no tradicional Hotel Ambassador de Los Angeles onde Bobby comemorou a vitória em uma festa democrata e onde levou três tiros letais. Todos os personagens refletem as realidades e anseios da época entrando e saindo de cena de forma constante.

Naquela época a América vivia as novidades das drogas e do movimento hippie. O ator Aston Kutcher interpreta um traficante hippie que apresenta LSD a dois jovens e voluntários da campanha de Bobby, e ficam totalmente desnorteados sob os efeitos do ácido. Ambos os jovens são socorridos pela garçonete Susan, vivida por Mary Elizabeth Winstead, uma caipira em busca de uma oportunidade no cinema.

Interpretando Lenka, a jornalista tcheca, entusiasmada com a experiência democrática da Primavera de Praga, a atriz Svetlana Metkina corre atrás de uma entrevista com Bobby para fazer uma matéria que incentive as reformas em seu país , no entanto esbarra na ignorância do assessor Wade (Joshua Jackson), que só vê nela a repórter de um país comunista onde não há democracia e sendo totalmente ignorante ao que se passava por lá na época.

O ator Anthony Hopkins é o porteiro aposentado do Hotel Ambassador, o mesmo ainda freqüenta diariamente o local para lembrar as glórias do passado, divididas com outro aposentado, Nelson (Harry Belafonte), ambos elos perdidos da idade de ouro do pós-guerra, quando a América emergiu da guerra rica e próspera enquanto a Europa e a Ásia estavam em ruínas. Demi Moore é uma dessas glórias passadas, a cantora Virginia Fallon, uma diva alcoólatra e decadente com escassos compromissos profissionais em boates de hotéis para platéias saudosas dos bons tempos. Lindsay Lohan é Diane, jovem da maioria silenciosa que se dispõe a casar com o desconhecido William, Elijah Wood, só para que tenha o privilégio, restrito aos casados, de servir na Alemanha em vez de ser mandado ao front vietnamita. Já Martin Sheen e Helen Hunt fazem um casal americano padrão, bem sucedidos, mas insatisfeitos com a vida sem sentido que levam.

Evidentemente a questão racial é retratada ao longo do filme, já que tal questão era bastante discutida na época. Logo após a morte de Luther King a lei dos direitos civis foi aprovada. O diretor demonstra de várias maneiras tal enfoque uma delas é com o ator Nick Cannon, que atua como um assessor negro da campanha de Bobby, sempre indignado com a repressão aos negros por toda parte. A questão racial hispânica é evidenciada com os empregados mexicanos da cozinha do hotel, coordenada por Timmons, Christian Slater, um racista que é demitido por Paul Ebbers, William Macy, pois impediu que os empregados participassem das votações. Paul é casado com a cabeleireira do hotel, Miriam, interpretada por Sharon Stone, mas vive um relacionamento com a telefonista Ângela, Heather Graham, que busca crescimento financeiro.  

Utilizando abundante material jornalístico, Bobby é representado pelo próprio candidato à presidência, em discursos, comícios e aparições na TV. O diretor transforma seu filme em uma espécie de documentário, com imagens reais de manifestações e com imagens do assassinato de Martin Luther King. Mesmo com um final conhecido, o assassinato de Bobby, o longa consegue atrair um público relativamente bom ao descrever a morte do sonho de uma América, onde todos ansiavam por um país melhor. Além disso, através dele podemos fazer associações entre o que aconteceu naquela época, como a guerra e soldados no Vietnã, e os soldados dos EUA no Iraque, atualmente.


Curiosidades

O diretor Emilio Estevez gastou sete anos para rodar Bobby. Ele escreveu 30 páginas do roteiro mas depois teve bloqueio de escritor, levando anos para conseguir concluí-lo. Foi seu irmão, o também ator Charlie Sheen, quem o incentivou a terminar o trabalho.

Outro problema enfrentado foi a dificuldade em conseguir financiamento para Bobby. Em entrevista o diretor Emilio Estevez chegou a declarar que vendeu objetos pessoais para completar o orçamento.
 

Saiba mais:

- www.adorocinema.com.br
-
www.cineplayers.com

Leia também:

- "Cadê os nossos heróis"
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"Bobby"
 

 

 
 
 

 

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