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A Espera de Um Milagre (1999)

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Sinopse

Ambientado em 1935, no corredor da morte de uma prisão sulista, À espera de um milagre é a história entre o chefe de guarda da prisão (Tom Hanks) com um de seus prisioneiros (Michael Clarke Duncan). Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso.

Ficha técnica:

Título Original:  The Green Mile
Ano de Lançamento (EUA): 1999
Site Oficial: www.thegreenmile.com
Estúdio: Warner
Direção:  Frank Darabont
Roteiro: Frank Darabont, baseado em romance de Stephen King
Produção: Frank Darabont e David Valdes
Música: Thomas Newman
Direção de Fotografia: David Tattersall
Desenho de Produção: Terence Marsh
Figurino: Karyn Wagner
Edição: Richard Francis-Bruce

Elenco
Tom Hanks (Paul Edgecomb)
James Cromwell (Warden Hal Moores)
Michael Duncan (John Coffey)
Bonnie Hunt (Jan Edgecomb)
David Morse (Brutus "Brutal" Howell)
Michael Jeter (Eduard Delacroix)
Graham Greene (Arlen Bitterbuck)
Doug Hutchison (Percy Wetmore)
Sam Rockwell (William "Wild Bill" Wharton)
Barry Pepper (Dean Stanton)
Gary Sinise (Burt Hammersmith)
Jeffrey DeMunn
William Sadler
Patricia Clarkson

 

 

 


Você concorda que um prisioneiro deva ser submetido a cadeira elétrica?

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À Espera de Um Milagre
Você vai se emocionar com essa fantástica trama dirigida por Frank Darabont

Elizabeth Lucide (7º período Unibh)
bellucide@ig.com.br

À espera de um Milagre é um filme fantástico. Trata-se de um drama, o segundo grande trabalho do diretor Frank Darabont que também dirigiu o filme Um sonho de Liberdade. Quem assiste À espera de um Milagre não fica livre de se emocionar com as cenas fortes e chocantes que ele apresenta. O filme, que é uma adaptação da obra do ilustre escritor americano Stephen King, famoso por escrever histórias de horror, passa-se em uma penitenciária onde os acusados eram condenados à morte, sendo executados em uma cadeira elétrica. Darabont mostra o terror que os prisioneiros viviam por saber que jamais teriam outra chance de viver. 

Com À espera de um Milagre, Darabont conseguiu arrecadar aproximadamente 130 milhões de dólares. As três horas de duração do filme não impediram que o diretor conseguisse levar milhares de pessoas aos cinemas.  De acordo com site adorocinema.com.br, o filme recebeu quatro indicações ao Oscar, sendo elas: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Michael Clarke Duncan), Melhor Som e Melhor Roteiro Adaptado. Recebeu também uma indicação ao Globo de Ouro, de melhor ator coadjuvante (Michael Clarke Duncan).

Uma das coisas que me chamou atenção nesta fantástica produção foi o fato de que o elenco é quase todo formado por pessoas do sexo masculino. Um dos destaques é Paul Edgecomb, representado pelo magnífico ator Tom Hanks que encarna o papel de um dos guardas da penitenciária. Ele se mantém muito seguro diante dos prisioneiros, mas se sensibiliza e sofre quando fica sabendo que executará uma pessoa inocente.

John Coffey, representado pelo ator Michael Clarke Duncan em um excelente papel, foi tido como culpado por assassinar duas meninas e, levado à penitenciária, foi condenado a morte. Porém, o que todos não sabiam é que o prisioneiro também tinha o dom de fazer milagres. Com seu jeito tranqüilo, cabisbaixo e cheio de mistérios, o prisioneiro acabava deixando os guardas, inclusive Paul Edgecomb, na dúvida se ele era realmente daquele jeito ou se por trás de tamanha calmaria, se escondia um assassino perigoso. A dúvida de Paul Edgecomb em relação ao prisioneiro começou a surgir depois que John Coffey o curou de uma terrível infecção urinária que o levava a gemer de dor. Outro milagre que o prisioneiro fez foi a cura de um câncer que tinha a mulher do diretor do presídio, Sr. Hal (James Cronwell). 

A trama apresenta muitas cenas fortes, e cada detalhe fica guardado pra sempre na memória de quem vê. Entre elas posso citar a execução do prisioneiro Eduard Delacroix, representado pelo ator Michael Jeter. A execução foi feita por Percy Wetmore, um guarda cruel que desrespeitava desde os prisioneiros até mesmo o diretor do presídio. Percy esqueceu, de propósito um dos procedimentos considerados muito importantes na hora da execução de um prisioneiro e fez com que a cabeça do condenado fosse tostada.

Outra cena que considero muito triste e inesquecível é a cena em que John Coffey é levado à cadeira elétrica para ser executado injustamente. Nesta cena podemos observar a tristeza dos guardas, principalmente de Paul Edgecomb que era o responsável pela execução. Os guardas temiam por suas vidas, pois sabiam que estavam executando, “assassinando” uma pessoa inocente. Sabiam que carregariam essa culpa pra sempre, porém, não podiam descumprir ordens. John Coffey tinha o dom de salvar vidas, fazer milagres, inclusive sofreu ao ver as meninas assassinadas, sem poder fazer nada, pois havia chegado tarde demais no local do crime.

O filme nos mostra as falhas do ser humano, as mesmas falhas que percebemos no outro filme do diretor Darabont, Um sonho de Liberdade, onde inocentes pagam por erros que não cometem.

As três horas que compõe este drama não são motivo para dispersar a atenção de quem está vendo. Ao começar a ver o filme as pessoas logo se sentem envolvidas com as ricas cenas e nem sentem o tempo passar. Acredito que foi uma injustiça o filme não ter ganhado nenhum prêmio nas categorias que foi indicado, pois ele realmente é muito bom e interessante.

Indico esse filme pra todo mundo que gosta do gênero drama. Acho que vale a pena conhecer a vida de cada personagem. Acredito que esse drama também nos leva a pensar sobre a importância de se valorizar a vida e também a maneira como tratamos as pessoas. Muitas vezes julgamos pela aparência e tomamos decisões erradas prejudicando inocentes

Curiosidades

- O livro "The Green Mile", que serviu de base para a elaboração do roteiro de À Espera de um Milagre, foi publicado nos Estados Unidos em seis volumes.

- Trinta ratos de verdade se revezaram em cena para "interpretar" o ratinho Mr. Jingles.

- No filme À Espera de um Milagre existem três guardas penitenciários cujos nomes são Harry, Dean e Stanton. Trata-se de uma homenagem ao ator Harry Dean Stanton, que participa do filme interpretando o condenado que é sempre chamado para testar a cadeira elétrica.

- Este é apenas o 2º filme do diretor Frank Darabont e é também a 2ª vez que trabalha com

um roteiro baseado num livro de Stephen King. Seu trabalho anterior fora Um Sonho de Liberdade, de 1994.

- O filme arrecadou, apenas nos Estados Unidos, mais de 130 milhões de dólares, mesmo com seu tempo de duração sendo de 3 horas.

Saiba mais:

- www.adorocinema.com.br
- www.cineplayer.com

- www.cinpepop.com.br

Leia também:

- Detalhes de cada personagem no site oficial do filme
-
Sobre o diretor

 
 
 

 

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