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Sentindo o Passado Falar em caça aos judeus tanto pelo regime Czarista da Rússia quanto pelo Nazismo da Alemanha, nos séculos passados, é um assunto muito vasto e interessante, ainda mais quando se pensa na forma como os judeus faziam para viver naquela época. Hoje podemos saber um pouco de como era a vida daqueles considerados injustamente como “raças inferiores” pelas páginas dos livros de história, dos filmes de época, pelas esculturas, gravuras, telas entre outros tipos de manifestações artísticas. Com tantos recursos para aprender mais sobre uma determinada época da história, voltar no tempo pode até ser uma tarefa fácil, basta um pequeno esforço da mente. Imaginar como a população vivia e de como os povos recriminados faziam para se proteger dos dominadores pode significar uma viagem incrível no tempo. Mas tem uma coisa que a imaginação não consegue captar: o sentimento de quem viveu na pele esse duro período de repressão. Enganam-se porém aqueles que pensam que este tipo de sensação está inacessível. Marc Chagall, um dos maiores artistas do século XX que presenciou e, mais ainda viveu como judeu essa época tem seus trabalhos expostos na Casa Fiat de Cultura. Na exposição, além de uma aula, os observadores poderão chegar perto das obras de Chagall e sentir o momento que não existe mais. Lembranças Nascido de uma família hassídica em Vetebsk, hoje Bielo-Rússia, em 1887, época em que os judeus eram perseguidos e suas casas e centros religiosos destruídos, Chagall iniciou sua vida como artista, se inspirando no ambiente de sofrimento e hostilidade ao qual vivia. Mesmo saindo do seu país e indo morar na França, o artista nunca deixou de retratar em suas obras as lembranças do bairro judeu em que nasceu. Além da perseguição na Rússia Chagall também foi perseguido na Alemanha e escapou por pouco das garras de Adolf Hitler, que mandou destruir suas obras com a justificativa que eram exemplo de "arte degenerada judia".
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