Auguste Rodin nasceu em 12 de novembro de 1840 na cidade de
Paris.
Aos 14 anos de
idade, entrou para a
École Impériale Spéciale
de Dessin et de Mathématiques, conhecida como a Petite École,
com o intuito de estudar desenho, mas seu maior apreço era
pelas esculturas.
Lá aprendeu não somente os
rudimentos do desenho, como também o ofício de artesão, da fabricação de
jóias à decoração de interiores.
“Preservaram um
pouco do século dezoito... bons modelos e excelentes
professores. Os anos que passei na Petite École representam o
período durante o qual a minha própria natureza criou raízes em
terreno sólido, sem impedimentos para que germinassem... lá
recebi os únicos ensinamentos formais de minha vida”.
(declaração de Rodin em carta a um amigo)
Rodin foi reprovado três vezes no teste de admissão para
integrar a
Grande École des Beaux-Arts, e aos 18 anos foi aceito e passou a trabalhar como
moldador, confeccionando objetos ornamentais.
Para continuar seu
aperfeiçoamento sem o auxílio de uma bolsa, Rodin passou a executar
tarefas para a firma de decoradores Blais, Crucher et Legrain. Ele
aprendeu a talhar e cortar pedra e a lapidar gemas como assistente de
joalheiro. Trabalhava também com gesso na elaboração de formas para o
escultor Constant Simon que lhe ensinou esta técnica.Em 1870, foi morar na Bélgica e lá ficou por quatro anos.
Neste período, teve uma participação considerável na decoração do
Palácio das Academias de Bruxelas, além
de ter participado da revista Le Petit Comique com algumas ilustrações.
A
sua primeira obra,
O Homem de Nariz Quebrado(1864), não foi aceita pelo Salon de Paris, e com isso
Rodin se afastou por um tempo das exposições e passou a ajudar na
decoração de monumentos em Bruxelas.
Em 1875, o artista foi para a Itália onde ficou por dois
anos estudando as obras de Michelangelo.
Entre 1878 a 1882, Rodin
tentou inutilmente conseguir cinco encomendas, sendo a mais importante
um monumento comemorativo à Guerra Franco-Prussiana.
A partir daí, Rodin se fixou em Paris, onde criou seu
primeiro e único estúdio, local o qual ele esculpiu a obra mais famosa
de sua carreira “O Pensador”.
Em 1898, rompeu o
relacionamento de quinze anos com Camille Claudel. A convivência foi
marcada pela intensidade, brigas e inspiração. De uma jovem estudante,
Camille se tornou assistente do ateliê de Rodin e, mais tarde, sua
amante e modelo.
O artista ganhou destaque mesmo em um período de transição da
arte entre os séculos XIX e XX. Tornou-se um grande escultor e deixou
para a arte sua contribuição com muitos desenhos, pinturas, monumentos e
esculturas.
Em 1908, foi homenageado com um Museu em seu nome e era
admirado pela elite européia chegando a ser considerado uma glória da
França.
Rodin ficou muito doente em 1916 e faleceu em 17 de novembro
de 1917 na cidade de Meudon, na França.
Ideais
Rodin
considerava-se um membro da classe trabalhadora. Acreditava numa
sociedade republicana e secular em sintonia com os acontecimentos
sociais e políticos em Paris à época
Camille, um capítulo
à parte
Esta manhã eu
percorri (por horas) todos os nossos lugares sem encontrá-la. A
morte teria sido mais doce! E quão longa minha agonia. Por que
não me esperou no ateliê, onde tem ido ? [...] Por um instante
eu sinto sua terrível força. Tenha piedade, garota malvada. Eu
não posso continuar. Não posso ficar mais um dia sem vê-la.
Loucura atroz, é o fim, não serei mais capaz de trabalhar. Deusa
maléovola, e ainda assim a amo furiosamente [...]. Deixe-me
vê-la todos os dias, o que seria uma boa ideia e talvez me faça
melhorar, porque apenas você pode me salvar com sua
generosidade. Não deixe esta lenta e hideous doença sobrepor-se
à minha inteligência, o ardente e puro amor que tenho por você -
em resumo, tenha piedade, minha amada, e será recompensada
Camille Claudel nasceu na França em 8 de dezembro de 1864, foi a
única mulher que ganhou destaque por sua arte em meados do
século XIX. Em um mundo em que quase não tinha mulheres, a
artista conquistou o seu espaço graças ao apoio de seu mestre.
A artista teve conheceu Rodin aos 19 anos, artista já consagrado
devido a suas esculturas, 24 anos mais velho que ela, se torna
seu mestre e amante. Dependente de um amor avassalador, Camille
se dedicou ao relacionamento secreto por 10 anos.
Com o apoio de Rodin, a artista teve fama e suas obras foram
expostas em salões e na casa de seus admiradores Mallarmé e
Jules Renard.
Rodin termina o relacionamento com a artista em 1898, e a partir
daí começa a o sofrimento de Camille por ter sido abandonada por
seu amante. A artista destruiu parte de suas obras, pois não
queria nada que tivesse vínculo a Rodin ou o lembrasse.
Vítima da obsessiva dor do abandono pela pessoa amada, Camille
passa a ter paranóias e outros distúrbios mentais associados a
loucura e em 1913, por ordem de sua família é internada em um
manicômio, nunca recebeu a visita da mãe e lá ficou até sua
morte em 19 de outubro de 1943, quando já tinha 78 anos.