Sites de Notícias – De onde vêm os visitantes

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Publicado em 28/09/2011 14:59:06 por Pedro Silva 

A revista The Economist publicou, no início de julho, um conjunto de reportagens sobre a indústria de notícias. Excelentes abordagens que recomendo a todos que trabalham com comunicação. Para ter acesso às reportagens clique aqui.

Um dos artigos, “Social Media – The people formerly known as the audience”, é muito interessante. Um gráfico apresentado no artigo me chamou a atenção. Ele mostra de onde vem os visitantes dos dez sites de notícias mais populares dos Estados Unidos.

Em sete deles, cerca de 30% do tráfego vem do Google e 6% vem do Facebook. Pessoas comentam sobre assuntos que viram na internet e os amigos que se interessam clicam no link para a notícia. Uma viralização enorme! Nos outros três sites, esses números são mais modestos: Google e Facebook somados não chegam a 10%.

No IVC, fizemos um estudo com os dados dos sites que auditamos e constatamos que, no Brasil, cerca de 40% da origem do tráfego vem de buscadores e 4% de redes sociais.

Sobre redes sociais, não vou tentar concorrer com a revista: leiam o artigo. Com relação aos buscadores, nossa análise foi mais aprofundada e tentamos entender quais palavras-chaves eram mais utilizadas. Para nossa surpresa, não eram as notícias e sim as marcas dos veículos de comunicação. Ou seja, a grande maioria das pessoas usa os buscadores para encontrar a URL dos sites preferidos.

Este fato pode ser analisado de diversas maneiras. A importância dos buscadores, redes sociais, ferramentas, funcionalidades etc. Pensem no assunto.

Para mim uma percepção é fundamental: a força que as marcas têm. A “comoditização” das notícias não é realidade. As pessoas não buscam qualquer fonte de notícias, apenas pelo acontecimento. Elas querem o fato contado por alguém em quem confiam. Assim como não consomem pasta de dentes, não compram roupas e nem escolhem seu carro apenas pela função. A marca é fundamental.

Nas notícias, a marca representa confiabilidade e função. Dá para usar alguns produtos que não têm estilo, charme ou perfume, mas que cumprem as suas funções. No entanto, informação errada é pior do que nenhuma informação.
 

 Pedro Silva é presidente executivo do Instituto Verificador de Circulação (IVC)

O jornalista online
 

Segundo Mindy McAdams, jornalista americana especialista em mídias digitais, as qualidades exigidas do profissional de Jornalismo Online são:
 
1.Saber contar uma história que atraia o leitor usando slideshow (veja aqui e aqui dois bons exemplos de slideshow e, aqui, um exemplo de vídeo feito com fotos)
2.Entender mídias sociais (Twitter, RSS, Facebook, social bookmarking etc.) e ser ativo nelas
3.Saber mandar notícias à distância, durante a cobertura
4.Saber editar áudio e podcasts
5.Saber filmar, editar e contar histórias em vídeo
6.Saber moderar uma discussão on-line
7.Ter um blog e interagir nos blogs
8. Saber o básico de como contar uma história interativa usando Flash

Esta semana, no blog, ela perguntou o que é fundamental para um REPÓRTER online. Para começar, listou o seguinte:

•    Saber entrevistar
•    Saber gravar a entrevista com a melhor qualidade de áudio possível
•    Captar material de contexto para a história (imagens, áudio, vídeo)
•    Saber fazer cobertura ao vivo
•    Narrar uma história em vídeo
•    Saber roteirizar um vídeo

Os leitores que comentaram no blog acrescentaram isto:

  • Saber promover sua história nas mídias sociais, depois de publicá-la
  • Saber escrever de forma clara e concisa (e isso vale para todas as plataformas)
  • Saber encontrar lides --na rua, em dados, nas mídias sociais etc.
  • Ter texto final –ser capaz de corrigir seus próprios erros
  • Ter boas ideias de pauta, de histórias nas quais ninguém pensou, e de como cobri-las usando várias linguagens
  • Saber ouvir
  • Ter confiança, mas nunca arrogância
  • Usar bons links na sua história, para guiar o leitor para outras informações relevantes
  • Ser rápido e trabalhar bem sob pressão de tempo
  • Saber o básico de HTML
  • Entender a importância de boas imagens e ser capaz de capturá-las, em foto ou vídeo
  • Ser crítico e duvidar de tudo

Fonte: Novo em Folha